segunda-feira, Setembro 29, 2014

EUGÉNIA LIMA

UMA 
MULHER DA TERRA ALBICASTRENSE
Como é sabido os albicastrenses são pouco de fazer homenagens a quem nasceu na sua terra, e mesmo assim, quando tal acontece é porque a coisa é de tal maneira escandalosa, que lá tem que ser.
Se olharmos bem pela terra albicastrense, constatamos o seguinte: Temos o busto do Vaz Preto no Largo da Sé, o Amato no largo do Município e uma ou outra placa a assinalar que ali nasceu um determinado ilustre da terra albicastrense. Vem esta conversa a propósito de um comentário que alguém me deixou no facebook.

Dizia o referido comentário:
Quando vai a terra albicastrense fazer uma justa homenagem à grande Eugénia Lima?”

Respondi na altura, que era defensor de que as homenagens devem ser feitas em vida e não depois das pessoas morrerem.
Contudo, ontem ao passar pela casa onde nasceu Eugénia Lima (Rua do Espírito Santo), e ao olhar para a placa que está na fachada da casa que assinala ali o seu nascimento, veio-me à memória a pergunta que me tinha sido feita no facebook e perguntei a mim mesmo:
Que mal terá feito Eugénia Lima à terra albicastrense, para que na casa onde nasceu apenas conste uma reles placa, com uma ainda mais pobre inscrição: “Aqui nasceu a 29 de Março de 1926 a acordeonista Eugénia Lima (5-7-1980)”.
A pergunta que aqui deixo aos visitantes desde sitio, só pode ser uma:

Não merecerá quem transportou o nome da terra albicastrense por todo o pais e pelo mundo fora, algo mais que uma simples placa na casa em que nasceu e onde atualmente existe uma casa comercial?

Lembro ainda, que Eugénia Lima foi igualmente uma das fundadoras da Orquestra Típica Albicastrense, onde foi a primeira Maestrina coadjuvada por José Bernardo e o seu nome, consta no Dicionário Mundial de Mulheres Notáveis.
Comente esta sugestão, pois todos não somos demais para prestar homenagem a esta grande mulher.
PS. Eugénia Lima morreu em 2014 na cidade de Rio Maior, com 88 anos de idade
O Albicastrense

sábado, Setembro 27, 2014

PRIMEIRA PAGINA - (VIII)

JORNAL BEIRA BAIXA

CINQUENTA ANOS DEPOIS.....
 (27 de setembro de 1964 - 27de setembro de 2014)








O Albicastrense

quinta-feira, Setembro 25, 2014

segunda-feira, Setembro 22, 2014

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – XC

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
Na sessão de 27 de Junho de 1797, que é a que vem a seguir à de 22 de Maio, “foi nomeado para Inspector e vigiar sobre a factura a concerto dos caminhos que se vão principiar nos termos desta cidade e que se ade continuar athé à mesma a Jozé Francisco Vidal Salgado”.
Deliberou-se ainda dar licença para “ se acarretar o pam de folha” e, alem disse:
- se nomeou na forma de hum oficio do Marechal de Campo João da Silveyra Pinto que Governa as Armas desta Província para Depozitario das Muniçoens de Guerra que se achão nesta Cidade e das mais possão vir a Francisco Jozé Magro desta Cidade e para tomar dellas entrega foy mandada notheficar pelo Alcayde.

Mas, ao que parece, o tal cargo de depositário das munições de guerra não era muito de apetecer, porque logo quatro dias depois, ou seja no dia 1 de Julho, torna a haver sessão da Câmara e a acta reza assim:

Nesta Vereação atendendo às justas rezoens que alegou Francisco Jozé Magro depozitario nomeada para nomeado para as muniçoens de Guerra e principalmente a se achar continuadamente ocupado na factura e preparo dos remédios para o Hospital melitar como Boticario do mesmo, foy nomeado em seu lugar Manuel Gomess Ayres, e se mandou ao Alcayde que noteficasse para dentro em vinte e quatro horas fosse tomar conta das ditas moniçoens á Casa do Castello em que se achão e a mim Escrivão que dellas lhe fizesse termo de entrega e que logo se fizesse sabedor o Ex.mo Sr. General desta Provincia da mesma nomeação”.

Era caso úrgico o da nomeação do depositário das munições dentro de vinte e quatro horas o homem havia de tomar conta do cargo e havia de comunicar-se a nomeação ao general da província.
O certo é, porém, que o Manuel Gomes Ayres não esteve para se meter em trabalhos e na sessão seguinte da Câmara, que se realizou em 16 de Julho, os vereadores, “atendendo às rezoens” que o Ayres alegou, nomearam outro depositário que se chamava Vicente Ferreira.
Ao que parece, este resolveu-se a ser o depositário das tais munições, porque não encontramos nada que indique que também este alegasse “justas rezoens” para se livrar dos trabalhos que lhe metiam em casa.
Nesta sessão foi ainda nomeado para “cargo de Feitor e recebedor da Alfandega” José da Silva Castelo Branco.
(Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”, o que acabaram de ler, é uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

sábado, Setembro 20, 2014

PRIMEIRA PAGINA - (VII)

JORNAL BEIRA BAIXA

CINQUENTA ANOS DEPOIS.....
 (20 de setembro de 1964 - 20 de setembro de 2014)











O Albicastrense

quarta-feira, Setembro 17, 2014

ENCICLOPÉDIA

NINHARIAS, FRIOLEIRAS E BAGATELAS

Notícia do que se praticou na vila de Castelo Branco, por ocasião do falecimento de El. Rei D. João V.

Ano do nascimento de Nosso Senhor Jezus Cristo de 1750, aos 31 do mez de Agosto do dito anno nesta villa de Castelo Branco nas cazas da camara della estando ahi presentes o doutor Bento Caetano Freyre juiz de fora, Nicolau Tudella de Castilho vereador, Diogo Luiz de Sousa vereador dos annos anteriores, que foi chamado por impedimento do vereador mais velho Manoel de Magalais e Menezes, e Pedro Affonso Urgueira, procurador da camara, e as pessoas nobres e da governança e mesteres do povo, ahi por todos em observância de hua carta de sua magestade, que Deus guarde, se fizerão as demostrações de sentimento e pranto pella morte do senhor rei D. Joao o quinto nosso senhor que Deus haja em gloria em que se teve a ordem seguinte.
No dia de segunda feira 31 de Agosto do sobre dito anno pellas sinco horas da tarde sahirão todos com grandes lutos da caza da camara, em primeiro logar Rodrigo Luiz de Souza com hua bandeira preta que lavava de rastos e nela as armas reaes, logo o doutor Bento Caetano Freyre, juiz de fora, Nicolao Tudella de Castilho vereador, e o escrivão da câmara (1) na falta do outro vereador, cada hum com o seu escudo nas mãos junto ao peito, e de trás d’ elles o procurador da câmara e mesteres do povo, seguido-se logo as pessoas principaes e da governação e a trás d’ estes os officiaes de justiça e juízes das aldeãs, que forão chamados para assistirem a este acto, e logo toda a gente do povo, e juntos todos na praça ahi subio em hum cavallo todo coberto de luto o sobredito Rodrigo Luiz de Souza com a bandeira real sobre o hombro direito a cahida, e logo no alto da primeira escada da câmara o doutor Bento Caetano Freyre juiz de fora dice em voz alta a todos. chorai dice em vos alta a todos: Chorai fidalgos, chorai nobres e chorai povo a morte del rei D. Joao quinto nosso senhor que nos governou tantos annos em pas, e acabando as dittas palavras quebrou o seu escudo sobre hua menza que estava diante coberta de luto, e pegou na sua vara costumada que levou de rastos, e logo forão todos pella ordem asima dita pella rua dos Ferreiros adianta, fora da porta da villa (2) o vereador Nicolau Tudella de Castilho subindo sobre hum estrado coberto de luto repetio as sobreditas palavras e quebrou seu escudo, e pegou na sua vara preta levande-a de rastos, e indo todos a rua adiante á Deveza (3) ruas de S. Sebastião e arrabalde da Ferradura, ao Espírito Santo fora da rua Santa Maria sobre outro estrado coberto de luto o escrivão da camara repetio as sobretidas palavras quebrou o seu escudo, e tomou a sua vara preta levande-a de rastos, e pella rua dos Ferreiros (4) recolherão para a casa da câmara sahirão o dito doutor juiz de fora e os mais do senado da camara com bandeira preta que levava o dito Rodrigo Luiz de Souza, lavando varas pretas de rastos acompanhados da nobreza e mesteres do povo, officiaes de justiça, juízes das aldeãs e lugares do termo e povo para a Igreja de Santa Maria aonde se fizerão as exéquias de sua magestade defunta com sermão e muita sumptuosidade, e dahi sahirão todos da mesma sorte para casa da câmara aonde mandarão lavrar este termo”.

1 - O homem por modéstia é que não escreveu o nome, mas é justo que se diga, pois bem o merece, ainda que mais não seja, para se saber quem foi o autor de escripto tão monumental. Era o Sr. Manoel Ferrão de Pina e Olival. Tinha uma caligrafia que só por castigo se pode ler o que escreveu. O homem parece que tinha a ideia reservada de que no futuro se não pudesse saber nada do que elle escrevia. Enganou-se, coitado, e Deus lhe perdoe as zangas que me fez ter para lhe decifrar os hiéroglyphos.
2 - Porta da Villa – estava situada esta porta da muralha à entrada norte da rua dos Ferreiros.
3 - Hoje parece um disparate este itinerário. A Deveza de então era um vasto campo sem casas que abrangia o actual Largo da Sé, Quita Nova, Largo de Santo António, limitando-se com a capella de S. Gregório (hoje Senhora da Piedade) e com a do Espírito Santo. A rua da Ferradura era então um arrabalde da villa! A cidade moderna está quase toda na deveza.
4 - E’ equivoco, deve ser pela rua de Santa Maria, não e de crer que voltassem para traz. 

O texto é da autoria de António Roxo e publicado em 1888 no antigo jornal; "Correio da Beira".
Ps. O texto está postado, tal como foi publicado na época. 
O Albicastrense

domingo, Setembro 14, 2014

ENCICLOPÉDIA

ACONTECIMENTOS DE OUTROS TEMPOS
No dia 10 de setembro de 1887, em reunião administrativa do conselho, foi decidido convocar todos os indivíduos que exerciam a actividade de cocheiros, para se apresentarem no Campo de Montalvão nos dias 24 e 25 se Setembro a fim de serem submetidos a provas de condução  de hipomóveis.
O júri dos exames era composto pelos peritos em condução de cavalos de sela e atrelados a carroças. José Garrido, José da Silva Brasão e António Pereira.

PS. A recolha dos dados históricos de José Dias.
Compilação de Gil Reis e foram publicados no Jornal
 ”A Reconquista”. 
O Albicastrense