segunda-feira, Julho 28, 2014

VELHAS IMAGENS DA TERRA ALBICASTRENSE

IMAGENS DE OUTROS TEMPOS

(Se gosta de ver imagens do antigo Centro Cívico da terra albicastrense, dê um salto ao café Avis.
Local, onde pode ver uma pequena exposição promovida por este albicastrense).


















O Albicastrense

quinta-feira, Julho 24, 2014

CASTELO BRANCO E O SEU ALFOZ - (XIII)

LUTA ENTRE OS TEMPLÁRIOS 
E O CONCELHO DA COVILHÃ
Já aqui postei as páginas do livro que relata este acontecimento, todavia, resolvi postar esta história palavra por palavra por achar que ela é mercadora de ser conhecida por todos os Beirões.
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(Poste - 1)
Dizem que vem de longe certa rivalidade entre Castelo Branco e a Covilhã, com rasto na história dos dois concelhos. Talvez assim seja, mas não é do nosso conhecimento, e o exame critico do documento de 1230 que fala de uma bulha célebre entre a Ordem do Templo e o conselho da Covilhã, com certa comparticipação do concelho de Castelo Branco, não autoriza tal opinião. Logo no principio do documento referido se diz:
- havendo disputas entre o concelho da Covilhan de uma parte, e Estevam Belmonte, mestre da Ordem do Templo e o concelho de Castelo Branco da outra, a respeito de uma questão de termos e morte de homens...
Em 1230 Castelo Branco não tinha nem podia ter em questões de limites com o conselho da Covilhã. O alfoz de Castelo Branco ficara vincadamente marcado com a doação da herdade da Cardosa em 1214, e a separá-lo do alfoz da Covilhã ficava o espaço largo ocupado pelos concelhos de Lardosa e Alpreada. Quem vinha testilhando com a Covilhã sobre limites era a Ordem do Templo, que no concelho de Alpreada tinha avantajada herdade a estender-se pela encosta da Gardunha, ou seja a deslindar com o conselho da Covilhã, no termo do Fundão. Está mesmo a ver-se como os factos se passaram. Os rendeiros dos Templários não se sentiam com forças para fazer respeitar o direito de propriedade dos seus senhores, e o preceptor da Ordem do Tempo em Castelo Branco quis dar lição severa aos atrevidos que ousavam disputar à Ordem certa porção dos seus domínios, e para este efeito levou de Castelo branco reforço em homens destemidos.
O que se passou é fácil de adivinhar, e o próprio texto da composição o diz nestes concisos termos: homines de Covilliam fuerunt interfecti. O local onde foram mortos os homens da Covilhã a toponímia o crismou de Contenda, que ainda hoje conserva. Os árbitros presididos pelo Bispo de Viseu vieram a Vale de Prazeres em cujo termo estava o objecto do litígio, e reuniram na praça que a memorar este facto foi crismado a de Praça da Concórdia.
(Continua)
O Albicastrense

terça-feira, Julho 22, 2014

TIRAS HUMORÍSTICAS – CVIII

"BIGODES & COMPANHIA"
Bigodes & Companhia, ausentes deste blog por motivo dos muitos branquinhos bebidos, visitaram a exposição promovida por este albicastrense no café Avis.
Companhia ao ver imagens de locais que conheceu na sua meninice, emocionou-se e propôs de imediato celebrar o acontecimento, com um branquinho duplo, e convidar todos os visitantes do blog a visitar a referida exposição.
O Albicastrense 

sábado, Julho 19, 2014

terça-feira, Julho 15, 2014

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – LXXXVIII

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.

(Continuação)
Sessão de 17 de Novembro de 1796.
O que consta da acta é o seguinte:
Nesta Vereação se assentou uniformemente que na cauza de Exzecução que move a este Conselho Pedro Sarayva da Guarda visto ser certo ser a divida e haver somente duvida sobre a liquidação dos alugueis da casa que ao sobredito se tomou por esta Camara para aquartelamento dos soldados; para evitar duvidas e custas se fizesse huma compozição com o Procurador do sobredito visto ter para isso poderes dando se lhe a quantia de cem mil réis e pagando elle as custas dos autos, e se deu autoridade ao Procurador deste concelho Joze Vaz da Cunha para poder assinar o dito termo de compoziçao que se deve lavrar nos mesmos autos e que assinado o dito termo se passasse mandado de levantamento da sobredita quantia a qual será lansada em despeza no livro competente”.E não se passou mais nada.
Fez bem a Câmara em se compor com o homem. O que se havia de dar à justiça era melhor poupa-lo por meio de uma composição amigável.
A Câmara dava ao homem cem mil réis, apesar das dúvidas “sobre a liquidação dos alugueis”, e ele pagava as custas e arrumava-se assim a questão.
O mês de Dezembro passou perfidamente em claro. Nem uma sessão para amostra. A sessão que se segue à de 17 de Novembro á a de 1 de Janeiro de 1797. Como era da praxe, apuraram-se “as eleições das justiças para todas as terras do termo”. Depois desse trabalho de Hércules, nomeou-se António José Louro “para cobrar a folha da siza de Monforte”, e pronto.
A sessão seguinte realizou-se no dia 8 de Janeiro. Tratou-se de nomeações para coisas varias.
Para depositário do subsidio literário foi nomeado José Dias Gordo. Para derramadores da siza foram nomeados o Dr. José Esteves Povoa, Manuel Martins Más-barbas (era homem para tudo este Más-barbas) José Jorge, Luís da Cunha, Manuel Marques Simões e António Martins Pantonilha.
(Continua)

PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”, o que acabaram de ler, é uma transcrição fiel do que foi publicado na época.

(1) Este albicastrense quando se propôs publicar neste blog, as “Efemérides Municipais” públicadas por António Rodrigues Cardoso nos jornais da terra albicastrense, nunca imaginou que entre as muitas personagens descritas nas actas Camarárias, aparecesse uma familiar seu. Estou a referir-me a Manuel Martins Más-barbas, segundo parece foi meu Pentavô, pois na certidão de nascimento do meu Tetravô, Simão Martins Bispo aparece um tal Manuel Martins Más-barbas como seu pai. Será a mesma pessoa? Tudo aponta para que assim seja. Irei investigar este assunto.
O Albicastrense

quarta-feira, Julho 09, 2014

ENCICLOPÉDIA

ACONTECIMENTOS DE OUTROS TEMPOS
(Trezentos e dez anos depois)

No dia sete de Julho de 1704, após a saída das tropas castelhanas da vila de Castelo Branco, onde estiveram desde 22 de Maio, abriu-se a porta de S. Tiago, uma das sete entradas na vila, a qual se sitiava a norte e ao cimo da calçada da Alegria.
Portugal tinha-se envolvido na guerra da sucessão de Espanha, tomando partido do Arquiduque Carlos de Áustria, que era apoiado pela Inglaterra e Holanda e prometeu a D. Pedro II que se viesse a ser rei de Espanha, cederia a Portugal algum território e vilas e cidades Espanholas, que se situasse em junto da fronteira com Portugal, bem como grande parte da província da Galiza.

A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista

O Albicastrense