quinta-feira, Outubro 23, 2014

MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO

Manuel da Silva Castelo Branco, faleceu no passado dia 14 em Lisboa, a notícia da sua morte chegou hoje à terra albicastrense, através do jornal reconquista.
Que posso eu dizer sobre um homem a quem a terra albicastrense tanto ficou a dever?
Que fez mais pela divulgação da terra albicastrense que muitos daqueles que aqui nascerem, e que as suas publicações sobre o passado de Castelo Branco, são candeias que nunca se apagarão
O Albicastrense

FORAL DE CASTELO BRANCO (1214-2014)

   UM DOCUMENTO HISTÓRICO
  (1/11/1214 - 1/11/2014)

Nas celebrações dos oitocentos anos do foral da terra albicastrense, nada melhor que postar aqui o foral de 1214.
Das várias publicações de que tenho conhecimento, optei por postar neste blog  a que J. Ribeiro Cardoso publicou na sua monografia, CASTELO BRANCO E O SEU ALFOZ”.
Esta escolha, permite aos visitantes ver a versão em latim, assim como no português de 1953.
A pastagem do foral será feita por duas vezes, primeiro as explicações de Ribeiro Cardoso, depois, o respetivo foral.




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segunda-feira, Outubro 20, 2014

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – XCI



A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.

(Continuação)
E agora desaparece de uma vez para sempre o escrivão Aranha. Morreu ou que foi que aconteceu?
Morreu, presumimos nós, porque não se encontra qualquer referencia a que ele fosse exonerado, suspenso ou coisa assim parecida e nesta acta se diz que foi nomeado “Escrivão da Câmara interinamente Joam Cardozo Taborda natural de Freixal do Campo”, interinidade que se prolonga pelos anos fora sem nunca aparecer qualquer referencia ao nosso querido Aranha.
Deus o tenha por lá alguns anos sem nós e nos perdoe o que dele temos dito.
Note-se que o tal escrivão nomeado interinamente que se prolonga pelos anos fora, que a acta desta sessão nos aparece com o nome de João Cardoso Taborda de Figueiredo, subscreve todas as actas que seguem, termos de juramento, posse, etc, com o nome de João Cardoso Frazão Taborda.
E atrás de nós virá... Se o Aranha que Deus haja era um artista a redigir as actas, este era artista em duplicado.
Da caligrafia basta dizer que ainda era pior que a nossa, o que não é dizer pouco. A ortografia era uma beleza no género pitoresco. A redacção... Os senhores já vão ver a admirar.

A sessão seguinte realizou-se no dia 20 de Julho e o que nela se passou conta-o o nosso escrivão Taborda assim:
Que pello que requereo o Doutor Antonio Ignacio Goncalves Forte primeiro Medico Expector do Exercito de Beira para efeito de lhe declarar os salarios que se costumam parar-se nesta cidade aos Carpinteiros e Pedreiros seus officiais, trabalhadores, lavradores, Almocreves e homens de pé se determinarão e declararam que aos mestres carpinteiros e pedreiros se lhe costuma pagar trezentos réis por dia aos officiais destes mais emfriores duzentos e quarenta aos serventes e trabalhadores da enxada cento e sessenta Lavradores Almocreves ou sejão as bestas de albarda ou sela quatro centos reis por dia, hum homem de pé duzentos e quarenta reis tudo isto em quanto se com servarem os preços no estado actual. E por não haver mais que andar ouverão este auto por findo, que comigo assignarão”.

A sessão seguinte realiza-se logo no dia 24 de Julho. Assuntos a tratar apenas a nomeação dos avaliadores das ervagens “que se haode a rematar dia de Sam Thiago do presente anno”.
Os nomeados foram o infalível Manuel Martins Mas-barbas e Manuel da Silva Canelas e, apesar de dia de S.Tiago ser o de 25 de Julho, isto é, o imediato ao da sessão, os homens apareceram logo com o seu trabalhinho complete.
As ervagens a avaliar eram em número de 26 e foi-lhes atribuído o valor de 1.303.000 réis.
(Continua)

PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”, o que acabaram de ler, é uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

sábado, Outubro 18, 2014

PRIMEIRA PAGINA - (X)

JORNAL BEIRA BAIXA
CINQUENTA ANOS DEPOIS.....
 (18 de outubro de 1964 - 18 de outubro de 2014)











 O Albicastrense

segunda-feira, Outubro 13, 2014

AUTORES NASCIDOS NO DISTRITO DE CASTELO BRANCO - (I)


JOÃO RODRIGUES DE CASTELO BRANCO
Celebre poeta, também designado por João Roiz de Castelo Branco, nasceu em Castelo Branco por meados do século XV e nesta vila faleceu em 1515.
Conhecem-se os nomes dos pais: Rui Gonçalves de Castelo Branco, do conselho de D. Afonso V e vedor da Fazenda do Algarve e contador da Guarda, e Guiomar Vaz de Castelo Branco. Fidalgo da casa de D. Manuel I, militou pelo norte de África e, regressado a Portugal, não consegue obter do Paço cabal satisfação às suas pretensões: o exercício de vantajoso cargo ou, pelo menos, a atribuição de honrarias por serviços efectuados.
A permanência em Lisboa ter-se-á, pois, desenrolado balizada por contornos de mediania irrelevante.
Desiludido, incompatibilizado com a mesquinhez duma vivência palaciana regrada por dependências e inautenticidades que lhe tolhiam a liberdade do espírito, e correspondendo (e porque não?) ao apelo das origens, regressa a Castelo Branco por volta de 1502. Adquire propriedades rústicas, casa com Catarina Vaz Carrasco de Sequeira, senhora nobre e rica, de quem teve descendência, aceita a nomeação de D. Manuel I para desempenhar as funções de contador da Comarca e Almoxarifado de Guarda, que englobava Castelo Branco, cargo que efectivou até 1515.
Os seus restos mortais repousam na capela-mor da Igreja de Santa Maria do Castelo, de Castelo Branco, em campa armoriada da família de esposa.

Da sua autoria
Cantiga partindo-se....

Senhora, partem tão tristes
Meus olhos, por vós, meu bem,
Que nunca tão tristes vistes
Outros nenhuns por ninguém.

Tão tristes, tão saudosos,
tão doentes da partida,
tão cansados, tão chorosos,
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida.
Partem tão tristes os tristes,
tão fora de esperar bem
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

Painel de azulejos que pode ser visto no parque da cidade (Infelizmente uma besta resolveu vandaliza-lo))
PS. Recolha de Dados: "Autores nascidos no distrito de Castelo Branco"(Século XV a 1908). Da Autoria de, António Forte Salvado.
Albicastrense

sexta-feira, Outubro 10, 2014

PRIMEIRA PAGINA - (IX)

JORNAL BEIRA BAIXA
CINQUENTA ANOS DEPOIS.....
 (11 de outubro de 1964 - 11 de outubro de 2014)

O Albicastrense