domingo, março 01, 2015

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – XCV

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.

A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
Estava vingado o bom do medico da Partida que os vereadores da Câmara lhe tinham pregado na sessão de 30 de Novembro de 1797. Então o homem requereu e responderam-lhe que tratasse de outro edfico. Agora era nomeado sem mais formalidades do que a leitura da provisão que concedia à Câmara a liberdade de nomear novo medico.
Em todo o caso sempre foram acrescentando que era preciso “dar cumprimento às clauzelas da dita Provizão”, as quais consistiam em “curar de graça os Pobres da cidade e seu termo acudindo com prontidão aonde quer que fosse chamado”.
Além disse a Câmara ficava “com a liberdade de o poder conservar ou demitir quando por algum novo Insedente assentar que assim convem”.

Vem depois a sessão de 21 de Junho. Tratou-se da nomeação de João Rodrigues Ribeiro para Almoxarife de todos os trens de guerra que se acharão nesta cidade... que se mandaram entregar por ordem do Excelentíssimo Governador das Armas desta Província quando desta cidade foi mandado recolher o Regimento de Infantaria de Pena Macor que nella se achava aquartelado assim como as chaves dos quartéis do Castelo, Devesa e Graça.

Depois da sessão de 5 de Julho de 1798 os vereadores adormeceram ou andaram por esse país fora em procura de sítios frescos, porque só tornaram a reunir-se em sessão de 6 de Setembro. A acta desta sessão, porém, é interessante e por isso vai na integra.
Façam favor de ler: Nesta requereo o Procurador do Conselho o Dr. Andrade Themudo e disse que servindo elle a mesma ocupassão haverá sete ou outo annos requereo nesse tempo a arrecadaçam dos foros que a este conselho se deviam cobrando-se porem alguns, outros não se cobrarão, nem elle o pode fazer por acabar o seu tempo, pello que requeira que vendo eu Escrivão os Livros respectivos delles extrahisse a importância passando-se mandados executivos: disse mais que obtendo Diogo de Mesquita Provizão para tapar uma terra a Fonte Feiteira nesta Camara se delibarara a favor delle pagando de foro annualmente quatro centos e outenta, e nesta figurão, e com esta delibaraçam a favorecia, pois que os pastos valião humas poucas de moedas digo huns poucos de mil reis se lhe consedera a pertendida Provizão porem o suplicado athé o dia presente ainda não reconheceo esta Camera, nem tem pago couza alguma ao mesmo tempo que há já huns poucos de annos que tapou e serve dos pastos pello que requeria se desse a providencia nessessara.
Requereo mais que naquelle mesmo tempo em que servio de Procurador requerera se fizesse executar huma sentença que este conselho obteve contra Domingos Ledo barqueiro do Porto de Malpica e assim mais visto este Rendeiro não pagar se pozesse a Barca a pregão, porem nem huma nem outra couza pode com seguir athé que o seu anno se findou, pello que requeria se fizessem as diligencias pressisas para aparesser aquella sentença, e pella que pertendia arrendas de em tão para ca o que hade constar dos livros feita a conta se passasse executivo e ultimamente requereo que visto ser este rendeiro tão Remiso e ser esta uma regalia a mais importante nesta Camera se passasse mandado para se por a pregam.
O que visto e ouvido pello Doutor Juiz de Fora e mais Vereadores determanarão que quando aos foros que se procedesse na forma requerida pello Procurador do Conselho, e que pello que pertence ao requerimento contra Diogo de Mesquita que seja notheficado para que em vinte e quatro horas aprezente a provizão faça Escritura reconhecendo esta Camera por senhora Direta pena passadas ellas de se mandar a sua custa demolir a parede, e quando a Barca de Malpica se faça pello o Escrivam da Camera as mais exatas deligencias para aparesser a sentença requerida. Bem como se passe mandado executivo contra Domingos Ledo de todos os annos que tem decorrido do ultimo anno que se arrematou a referida Barca athé o presente anno pello preço da arrematacam daquelle anno e ultimamente que se passasse o mandado requerido para se arrematar de novo a quem melhor lanço fizesse
Não acham interessante? Até aqui pagava quem queria, cada um fazia o que mais lhe agradava; mas agora iam ver o que era uma Câmara que fazia entrar tudo na ordem. Varemos se foi assim ou se aquilo não passava de prosa.
(Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais: o que acabaram de ler, é uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

terça-feira, fevereiro 24, 2015

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

BISPADO DE CASTELO BRANCO – (VIII)

LEMBRANÇAS....
Para a história do Bispado de Castelo Branco”

(Continuação)
O segundo bispo, D. Vicente Ferrer da Rocha, também da Ordem dos Pregadores, nasceu em Lisboa a 5-IV-1736, sendo eleito a 21-VII-1782, confirmado a 16-XII do mesmo ano e sagrado no Convento da Trindade, da capital, a 24-II do ano seguinte.
Demorou em Castelo Branco mais de trinta anos, deixando assegurada a sua actividade em consideráveis melhoramentos. Muito lhe ficou devendo o Paço Episcopal e a Sé, de sorte a tornar-se conhecido pelo Bispo-artista.
Nas obras do prelado anda estreitamente confundida a esfumada lembrança de um humilde, mas notável colaborador, frei Daniel, professor dominicano, imaginário e autor dos alçados de sacristia e da capela-mor da Sé, talvez do chafariz da Mina, digno de merecer as honras de algum investigador, com argucia e lazeres para trazer à homenagem publica um apreciável obreiro das nossas jóias de arte e arquitectura locais.
Pouco sabemos dos dados biográficos, apenas que D. Vicente lhe dava plenos poderes para imaginar e prosseguir as obras do bispado. Faleceu a 8-X-1806, e ficou sepultado no adro da Sé, à porta da sacristia, obra de sua própria concepção e risco, junto do prelado e amigo.
D. Vicente Ferrer, como se disse, foi testemunha e comparsa de alguns episódios da primeira invasão napoleónica, e acolheu Junot no Paço Episcopal.
Perante o general em chefe e o governador militar da cidade, Peyre Ferry, em tal emergência aponta-o Roxo como sendo extremamente sensível à lisonja e brindando Ferry com a quantia, ao tempo, importante, de duzentos mil reis, em resposta a uma carta de requintada amabilidade gaulesa.
Mas conta, do mesmo passo, como as justiças da cidade e as câmaras da comarca ordenavam colectas e fintas – imagine-se com que vontade! - para o mesmo destino...
(Continua)
Texto retirado do livro: Estudantes da Universidade de Coimbra Naturais de Castelo Branco de: Francisco Morais e José Lopes Dias
O Albicastrense

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

MORREU ALBANO MATOS

MORREU UM ALBICASTRENSE
"Jornalista Albano Matos morreu aos 59 anos"

Albano Matos trabalhou 26 anos no Diário de Notícias, onde foi editor-executivo adjunto, responsável pelas editorias de Internacional e Artes, e grande repórter.

O jornalista Albano Matos morreu esta quarta-feira, em Lisboa, aos 59 anos. Foi jornalista do DN durante 26 anos.
Albano Melo Matos nasceu em Castelo Branco, a 27 de julho de 1955. Estudou no Liceu Nuno Álvares, em Castelo Branco, e veio para Lisboa para estudar Direito, tendo concluído o bacharelato na Universidade de Lisboa. No jornalismo, iniciou a carreira no Tempo e colaborou com O Globo, Êxito e Telestar, mas foi no Diário de Notícias que fez grande parte da sua carreira. Entrou na redação em 1988 e ao longo dos muitos anos que passou no jornal ocupou vários cargos de chefia: foi editor-executivo adjunto e responsável pelas editorias de Internacional e Artes.
Foi também grande repórter e em 1999 foi o enviado especial do DN a Timor, para cobrir o referendo da independência e o que chamou "o dia mais aguardado da história de Timor-Leste". Saiu do DN no ano passado, no processo de despedimento coletivo.
É recordado pelos colegas como uma pessoa com grande cultura. "Era um jornalista com uma grande bagagem cultural e prova disso é ter trabalhado e ter escrito em secções tão diferentes como Desporto, Internacional e Artes, dando-nos sempre textos de grande qualidade", lembra a chefe de redação do DN, Graça Henriques.
Texto retirado de, "DN TV&MEDIA"
O Albicastrense 

TIRAS HUMORÍSTICAS – CX

BIGODES & COMPANHIA
A dupla "Bigodes & Companhia" resolveu ganhar algum no negócio do plástico, vai daí, montou banca à porta das grandes superfícies para vender sacos de plástico a 5 cêntimos.
Este albicastrense não se responsabiliza pelo negócio da dupla marada, contudo, apela à compreensão dos possíveis clientes para as necessidades dos pobres coitados.
PS. Se por ventura alguém os vir por lá, não chamem a polícia, pois tal como diz o Companhia: “Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”.
                                     O Albicastrense 

terça-feira, fevereiro 17, 2015

TOPONIMIA ALBICASTRENSE NO SÉCULO XVI - (I)

POR
MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO
 (Continua)
PS. Manuel da Silva Castelo Branco nasceu a 21 de fevereiro de 1928, era natural da freguesia da Orca, concelho do Fundão, faleceu no dia 14 de outubro de 2014 em Lisboa.
Foi o último presidente antes do 25 de abril de 1974, da Câmara Municipal de Castelo Branco.
 O ALBICASTRENSE