segunda-feira, dezembro 11, 2017

A RUA DA MINHA ESCOLA – (IX)

(ESCOLA DO BONFIM)
                             O que sabemos nós da rua da nossa escola primária?
  
(Rua do Bonfim)
                                                      
Chamou-se Quelha do Vale Cabreiro, até à Revolução de Abril de 1974, passando a partir dessa data a denominar-se de Rua do Bonfim. Segundo alguns populares mais idosos, que ainda moram na rua, Quelha do Vale Cabreiro, deve-se à sua estreiteza e por ser de terra batida e por na sua extremidade (para lá do caminho de ferro) morar um pastor que tinha duas filhas, a quem chamavam “as cabreiras”.
Depois da Revolução, populares deram-lhe o nome de Rua do Bonfim, que condiz bem com o nome do bairro, Bairro da Boa Esperança.
A Rua do Bonfim começa num cruzamento com a Rua da Sr. De Mércoles e termina no início da Quinta do Carqueja. 

PS. Ernesto Pinto Lobo, era na altura o responsável pelo Departamento Cultural da Câmara Municipal. A imagem publicada neste poste, foi retirado do referido livro.
                                         O Albicastrense

EXPOSIÇÃO FOTOGRAFICA

  

UMA APAIXONANTE  EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA. 

Para quem trabalhou na Metalúrgica ou goste de fotografia, a exposição que está patente ao público no museu Francisco Tavares Proença Júnior, é sem qualquer dúvida de visita obrigatória.


Como antigo trabalhador da Metalúrgica nos finais da década de 60 do passado século, e como eterno enfeitiçado pela fotografia, visitei-a e confesso que fiquei encantado com as imagens captadas por António Duarte Costa.
             O Albicastrense

sábado, dezembro 09, 2017

O NOSSO BARROCAL

A MINHA OPINIÃO SOBRE O BARROCAL 
O Barrocal é para mim, e para muitos albicastrenses, um local de memórias e afectos, pois muitos de nós andaram por lá nas passeatas e em busca de tesouros extraordinários.
Para este albicastrense que também tem memórias e afectos no Barrocal, todavia, não são essas as razões que me colocam a favor ou contra o projecto que a nossa autarquia está a realizar no “nosso” Barrocal.
Barrocal é para mim uma espécie de parque Jurássico, pois considero as pedras, os dinossáurios e o espaço em que elas se dispersam, o seu território.
Como as pedras e o lugar não se podem defender sozinhas, (contrariamente aos dinossáurios), este albicastrense resolveu participar na passada quarta-feira, numa reunião realizada na nossa autarquia, para saber mais sobre o tão apregoado projeto para o “nosso” Barrocal.
A reunião foi pedida por um pequeno grupo de albicastrenses, (pessoas de diversas áreas), e contou com a presença do nosso presidente e com os responsáveis pelo projecto.
Confesso que fui para esta reunião com muitas dúvidas sobre o projecto, duvidas que após quatro horas de explicações e muitas perguntas não terão desaparecido na sua totalidade, mas que em parte terão sido bastante minimizadas pelos autores do projeto e pelo nosso presidente.
Não vou entrar em detalhes técnicos sobre os esclarecimentos dados na referida reunião, pois não tenho arcabouço para tal, contudo, sempre posso adiantar que este velho albicastrense não saiu totalmente convencido, mas posso adiantar, que saí de lá mais esclarecido sobre o que se pretende introduzir no “nosso” Barrocal.
Tal como disse anteriormente, continuo com algumas reservas, todavia, depois das explicações dadas e da abertura do nosso presidente para possíveis alterações ao projecto, este albicastrense só pode afirmar que a partir de hoje ele merece a minha confiança.
Ao presidente da nossa autarquia e aos autores do projecto, o meu bem-haja por terem aceitado discutir o Barrocal.
Terminava esta minha simples convicção, afirmando  o seguinte. Podemos estar ou não de acordo com o projecto para o Barrocal, o que não podemos é deixar que um sítio de importância geológica e ambiental, um monumento natural local com valores intrínsecos, um espaço público que é património da cidade continue como está.                                    

PS. As obras que actualmente estão a decorrer no Barrocal,
 referem-se à primeira fase do projecto.
O Albicastrense

terça-feira, dezembro 05, 2017

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXXIII

UMA INTERESSANTE ACTA CAMARÁRIA DE 1807

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
Temos agora a sessão de 22 de fevereiro de 1807.

“Determinarão que na mesma Postura, a pena de cinco tostões incorresse qualquer pessoa, que metesse, e passasse com Bestas, ou Bois tanto soltos, como presos, pelo passeio lajeado na rua da Corredoura, e toda aquella pessoa, que chegar, ou aleniar carro no mesmo lajeado seria imcoimado, e condenado em dois tostões, e na mesma incorreria  qualquer que quebrasse os marcos de pedra postos em goarda do mesmo passeio, e lajeado além de pagarem o damno, que prejuízo fizeram, e que todas estas penas, e coimas poderão dar, e promover o rendeiro do verde, oficiais de justiça, ou qualquer do Povo perante as Justiças.
Determinarão mais que todas estas Posturas se fizessem públicas por Editais debaixo de pregão.
Nesta mesma determinação, que se puzesse em o dito passeio da Corredoura os Marcos de pedra que já lhe faltam pelo modo que lhe mais conveniente, e como do visto ser despeza módica, que tudo fiscalizaria o Procurador.
Nesta mesma requereo o Procurador, que em atenção à imundícia, que continuadamente se acha pela rua do Relógio e sendo huma das principais desta cidade por cauza do despejo amiudado, que para a mesma rua corre de algumas casas da cidade em prejuízo da saúde publica, e comodidade  dos passageiros, e viandantes requeria, que esta Camara desse a providencia, que parecesse justa afim de evitar o damno.
Em deferimento do mesmo requerimento determinarão, que os Almotacéis fizessem nothificar as pessoas cujos despejos vem para a dita rua do Relógio para que se abstenham de o fazer de pena de cinco tostões por cada vez que o fizerem o contrário.

A rua do Corredoura é a que hoje se chama de Bartolomeu da Costa. O passeio lageado lá está ainda. O que não tem são os marcos de pedra a que n ata se alude.
(Continua)

PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais
O que acabaram de ler é uma transcrição do que foi publicado por António Rodrigues Cardoso. A acta está publicada como escrita em 1803.
 O Albicastrense

quinta-feira, novembro 30, 2017

OS NOVOS FARDAMENTOS DOS TRABALHADORES DO MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR

   UMA FARDA QUE ENVERGONHA QUEM A VESTE

Não envergonhes os outros e não serás envergonhado por eles.
(Textos Judaicos)

Antes de escrever esta publicação, os meus velhos neurónios "matutaram" sobre se deveria levar este assunto a sério ou, pelo contrário, deveria de "galhofar" com a situação. Após alguma efervescência “neuronial”, resolvi deliciar-me com a coisa. 
Em 2016 publiquei aqui sobre o uniforme que certas pessoas, (ou pessoa), tinham intenção que os trabalhadores da nossa biblioteca utilizassem. Volto hoje ao tema porque o mau gosto expandiu-se para o nosso museu, correndo o risco de nos abarcar a todos. 
Estive no museu e confesso, que quase me deu o "badagaio" perante o novo fardamento dos guardas do museu. Então não é que, quando entrei no museu, cheguei a cogitar que estava a ser recebido por uma dupla de arrumadores de carros?
Tal como disse no passado, só tenho que me repetir: “Quem forjou este tipo de fardamento, deveria ser obrigado a usá-lo todos os dias, para dar o exemplo”. 
Como tenho por costume guardar velhas imagens, fui ao meu arquivo e procurei imagens de tempos passados.
As duas imagens aqui publicadas, mostram o antes e o depois, ou seja, o vestuário que os guardas usavam antes da passagem do nosso museu para a nossa autarquia, e o novo. 
Como é costume dizer-se, as imagens valem mais do que mil palavras, por isso vou deixar para quem me visita, que diga o que pensa do  (fantástico)  vestuário imposto aos guardas do nosso museu.
Atenção: se for ao nosso museu tenha cuidado, pois corre o risco de sair de lá com um fardamento igual ao dos guardas. 
Haja paciência para tanta falta de gosto, é o mínimo que me acorre perante este triste assunto.                                         
                                                O Albicastrense 

segunda-feira, novembro 27, 2017

GRUPO TIPICO “O CANCIONEIRO DE CASTELO BRANCO”.

MUSEU ETNOGRÁFICO
 DO
 CONCELHO DE CASTELO BRANCO 
O Grupo Típico “O Cancioneiro” de Castelo Branco assinalou na passada quinta-feira, 13 anos de existência.
A cerimónia oficial decorreu no passado sábado, dia 25 de Novembro, nas novas instalações, uma grande aspiração da associação. A nova sede do Grupo “O Cancioneiro”, fica situada na Rua Domingos José Robalo (perto do centro de saúde de S. Tiago).
Visitei as novas instalações e confesso que fiquei de queixo caído perante a grande riqueza cultural que ali absorvei.
As imagens aqui postadas, foram captadas por mim na nova sede, espero que possam servir de incentivo a quem ler este poste e  vá visita-la.
 O Albicastrense

sexta-feira, novembro 17, 2017

ZONA HISTÓRICA DE CASTELO BRANCO - (IV)


Depois de aqui ter postado imagens das ruas dos Ferreiros, Santa Maria e Arco do Bispo, temos agora, a rua do Torrejão.


Confesso que depois de ter subido e descido esta rua várias vezes, dei comigo a pensar se seria possível encontrar na nossa zona histórica, uma em pior situação.
A rua do Torrejão tem pouco mais de cem metros, distancia que ao percorrermos não podemos deixar de nos indignar, pelo estado calamitoso em que ela se encontra.
As características desta rua, poderiam fazer dela uma das mais bonitas da nossa zona histórica, todavia, ela está transformada num monte ruínas, casas que vão tombando um pouco todos os dias, como se de frutos podres se tratassem.
E mais não digo, 
 pois as imagens falam por mim.
O Albicastrense

terça-feira, novembro 14, 2017

A RUA DA MINHA ESCOLA – (VIII)

    (ESCOLA DO VALONGO)
                      O que sabemos nós da rua da nossa escola primária?

 
A designação de Valongo derivou, linguísticamente, de Vale Longo. 
Este nome, encontra-se muitas vezes, nos textos de atas camarárias (14 de Julho de 1700), onde se faz referencia à zona de Vala Longo. A par desta, sempre tida como a mais conhecida, aparece, também, muitas vezes, o nome Vale da Raposa.
Já no século XIX, uma outra designação ficou na sua memória, com o nome de Carreira de Tiro, significando a existência de uma caracterizada pela grande pobreza do solo e pela existência de muitas fontes de água “acinzentada”, que muitas vezes serviam em épocas de grande secas.
Nos anos, que se seguiram ao 25 de Abril, foi alvo da então chamada “construção clandestina”, mas que hoje, se revela de grande utilidade e vamos lá, pela compreensão da utilização de terrenos improdutivos, o que nem sempre aconteceu, em algumas zonas dos arredores da cidade.
Hoje, o grande Bairro do Valongo, é um polo habitacional com vida própria, postos de trabalho e vive paredes meias com a Zona Industrial.

PS. Ernesto Pinto Lobo, era na altura o responsável pelo Departamento Cultural da Câmara Municipal. A imagem publicada neste poste, foi retirado do referido livro.
                                         O Albicastrense

sábado, novembro 11, 2017

PASSEANDO…. PELA DEVESA DO SÉCULO XX – (6)

   A TERRA ALBICASTRENSE NO PASSADO
(Continuação)
1941 - Termina a construção da filial da Caixa Geral de Depósitos.
1945 – Inauguração do Hotel de Turismo.
1946 – Obras de abertura da rua da Páqueixada (atual rua D. Dinis) e da  avenida para o Cansado (atual avenida General Humberto Delgado).
1947 – Obras de construção da avenida 28 de Maio (atual 1º de Maio).
1950 – Início da construção do Cine-Teatro Avenida.
1954 – A 6 de Novembro um tornado passa pela parte baixa da cidade. Causou grandes danos no quartel de Cavalaria, Hotel de Turismo, praça metálica e coreto.
1954 – Inauguração do Cine-Teatro Avenida.
1956 – Inauguração da estátua do Amato Lusitano.
1963 – Construção do quiosque “Vidal”
1965 – Inicia-se a construção do tribunal.
1966 – Demolição do palácio da família Fevereiro.
1969 – Inauguração do edifício do Banco Nacional Ultramarino.
1974 – Demolição do Hotel de Turismo.
(Fim)
RECOLHA DE DADOS
O Programa POLIS em Castelo Branco”.
 Autoria, António Silveira, Leonel Azevedo
 e Pedro Quintela d`Oliveira.
O Albicastrense

quarta-feira, novembro 08, 2017

ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE - PORTADOS QUINHENTISTAS

"EXCENTRICIDADES"
A imagem aqui postada foi captada por mim numa das ruas da nossa zona histórica.
Esta é uma fantástica imagem, não pela imagem em si, mas por nos provar que durante anos e anos, tudo foi permissível na nossa zona histórica.
Hoje “parece” que as coisas estão diferentes no que diz respeito aos nossos Portados Quinhentistas, contudo, convém não esquecer os erros dum passado bastante recente, e aprender com eles.
Por fim, uma pergunta:

QUEM SABE ONDE ESTE PORTADO QUINHENTISTA TEM RESIDÊNCIA? 

Não prometo um pastel de nata e quem identificar a rua, todavia, quem identificar o local, sempre pode argumentar que conhece bem a  zona histórica da sua terra.
                                                   O Albicastrense

A RUA DA MINHA ESCOLA – (IX)

(ESCOLA DO BONFIM)                               O que sabemos nós da rua da nossa escola primária?    (Rua do Bonfim)         ...