quinta-feira, maio 25, 2017

MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR

CICLO DO LINHO
DO
MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR

A exposição permanente do ciclo sobre o linho que estava instalada no museu Francisco Tavares Proença, debandou para o Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco.
Centro que vai a abrir muito brevemente ao publico, na Praça Camões, (antiga biblioteca).
Esta exposição foi montada na primeira década do século XX e teve como mentora, a Dr. Ana Margarida (na altura diretora do museu), e contou com a colaboração dos trabalhadores do museu.
Confesso que esta mudança me deixa dividido. Foi criado na terra albicastrense um Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco, por isso, “talvez” se justifique que esta exposição viaje para o referido centro.
Por outro lado, não posso deixar de matutar que o nosso museu perde (em meu entender), uma das melhores coisas que desenvolveu nos últimos trinta anos, juntamente como a reativação da Sociedade dos Amigos do Museu. 
Outras apostas estão a se feitas em beneficio do nosso museu segundo me foi dito, todavia, este albicastrense e antigo trabalhador do museu que já assistiu a tanta maldade propagandeada como melhorias, não pode deixar de se sentir inquietado com mais esta perda do nosso museu.
Como não sou pessimista e quero acreditar que novos tempos se aproximam para o nosso museu, vou pois crer, que as obras agora iniciadas no museu, (obras que envolvem a recuperação e benfeitorias no edifício, e também recuperação museológica), possam dar vida nova a uma instituição que em tempos não muito longínquos, foi a maior pérola cultural da terra albicastrense.
                                        O Albicastrense 

terça-feira, maio 23, 2017

CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS - (UM POUCO DE HISTÓRIA)

ENCICLOPÉDIA - (XXII)
(NOVENTA E SEIS ANOS DEPOIS)

No dia 23 de Maio de 1921, foi inaugurado, em Castelo Branco, a filial da Caixa Geral de Depósitos.
Este festivo acontecimento ficou a dever-se à forte influencia do ilustro Beirão, major Pina Lopes, que foi ministro das Finanças do Governo presidido pelo Dr. António José Pina Lopes, que foi ministro das Finanças do Governo presidido pelo Dr. António José de Almeida.

PS. Recolha dos dados, Jornal ”Reconquista
 O Albicastrense

sexta-feira, maio 19, 2017

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

                                                     
Nas imagens que estão neste poste, pode ver-se a antiga capela de Nossa Senhora da Conceição, também conhecida por capela de S. Jorge.

A Capela estava situada na antiga rua da Bela Vista, (local onde hoje se encontra o estabelecimento comercial conhecido por, Casa Zarita), rua que atualmente se chama, de S. Jorge.
O motivo da designação de S. Jorge, tinha a ver com o facto de ali se guardar a imagem do referido santo, (imagem que havia pertencido à igreja de S. Miguel da Sé)
A imagem do santo era conduzida sobre um cavalo na procissão do corpo de Deus. 
A capela pertenceu a D. Joana de Pina e mais tarde ao Dr. Joaquim de Albuquerque Caldeira, foi construída no século XVIII, no estilo barroco e foi demolida no segundo quartel do século XX.

Ps. A imagem número um terá sido captada da zona onde hoje se situa o Montepio Geral, (finais do século XIX).
A imagem número dois, terá sido captada quando da abertura da avenida Nuno Alvares, (inicio da década de 40).
A imagem número três, trata-se de um desenho que se encontra no Museu Francisco Tavares Proença Júnior (desenho do século XVIII).                                   
Recolha de dados: “Castelo Branco na História e na Arte,
de Manuel Tavares dos Santos.
                                                   O Albicastrense

terça-feira, maio 16, 2017

MEMORIAS DO BLOGUE - (IV)


A CARREIRINHA
(Imagem dos finais do século XIX)

Em 2007 publiquei neste blogue um poste sobre a Carreirinha, (fileira de casas que existia nos finais do século XIX, entre o final da rua da Sra. da Piedade e o atual edifício da câmara municipal).
Dez anos depois volto a publica-lo na rubrica: “As memórias do Blogue
Estou de novo a fazê-lo, por entender que os albicastrenses de ontem assim o merecem, e que os albicastrenses de hoje, devem conhecer a terra dos seus  antepassados.                 
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A carreirinha era uma enfiada de pequenas casas de um só piso, todas do mesmo estilo e construídas em parte de um terreno que tinha sido abonado por um membro da família Rebelo de Albuquerque no ano de 1818, como consta na ata da sessão da câmara de 16 de Agosto 1845.
Algumas destas casas foram vendidas pelo Barão de Oleiros, por previa autorização da câmara, passando quem o adquiriu a pagar uma parte da renda devida, sendo a outra parte da responsabilidade daquele titular, seu primeiro arrendatário.
Com a abertura da avenida Nuno Álvares no início dos anos 30, as casas que constituíam esse bairro “carreirinha” foram deitadas a baixo.
Ainda nos anos trinta, começou a ser construído em parte do mesmo terreno, o saudoso hotel de turismo de Castelo Branco. 

PS. Numa das pequenas casas da Carreirinha, 
      morou um antepassado meu. 
                                   O Albicastrense                               

domingo, maio 14, 2017

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXVIII


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal, deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
Nova sessão três dias depois, ou seja em de 30 de Julho.
Da acta consta que, “tendo sido determinado pelo Juizo da Comissão que esta Câmara passasse a nomear cobradores para a Decima dos Logares do Termo”, nomeavam toda a gente. 
Para Alcains, António Baptista; para os Escalos de Cima, Manuel Ferreira; para a Louza, Luís Rodrigues; para os Escalos de Baixo, Joaquim Fernandes Monteiro; para a Mata, Francisco Falcão; para Monforte, António José Louro; para Malpica, Manuel Vicente; para Cafede, José Ribeiro Galveias; para o Salgueiro, Manuel da Silva; para Lentiscais, Manuel Pires da Gama; para Benquerenças, o Juiz Barbado; para Maxiais, Manuel Gomes; para cebolais, Manuel Moura; para Retaxo e anexos, Manuel Duarte.

Sessão de 9 de Setembro de 1806.
Depois do introito da praxe, em que de dá conta do dia, mês e ano em que se realizou a sessão, dos vereadores que a ela assistiram e do local onde se reuniram, começou assim a acta, ou o auto, como então se dizia:
Sendo constante a eles vereadores a impossibilidade, que havia para conservar-se o Deposito Geral da Siza, a Desima em poder de José Tudella de Castilho por causa de moléstia e perigo de vida em que se achava, houveram por bem nomear em seu lugar em Joaquim Pessoa Amorim por ser pessoa abonada, e muito principalmente sendo seu abonador seu Pay o Sargente mor José Pessoa Tavares vindo assim a ficar segura a Renda do Património Real e a ficarem eles vereadores por satisfeitos com esta mesma nomeação”.
O nomeado, que estava presente, apresentou-se logo a dizer que por desejar munto empregar-se no Real serviço ser útil ao povo, e condescender com as vontades deles vereadores que o nomeavam para Depositário dos referidos dinheiros de sua vontade aceitava a nomeação que se fazia nelle do mesmo Depozito, e que queria assinar este termo”.

O pai, sargento mor, também estava presente e declarou que de boa vontade ficava abonador do filho.
Todo o mundo estava satisfeito. Apenas houve quem fizesse uma observação, que destoou um pouco no meio de toda aquela alegria. 
Foi o caso que estando ausento o vereador Manuel Vaz Nunes Preto, foi chamado para o substituir Fernando da Costa Cardoso e este declarou que achava que tudo estava bem, mas a sua responsabilidade a respeito de “abono” desaparecia “à primeira chegada do dito actual vereador a esta cidade”. O “dito actual vereador” era o que ele fora chamado a substituir.
Logo que ele viesse, não queria saber mais nada.

Ainda nesta sessão se tratou do seguinte:
E mais determinarão eles ditos vereadores que visto haver neecssidade de cancellas que vedem a entrada dos gados em lugares prohibidos a aparecia José Roberto (o escrivão queria dizer Robelo) que se obrigava a por as que fossem precisas, e tinha velhas pelo preço de cada huma mil e quatro centos reis, sendo obrigado a polas por sua conta, e vegiar sobre ellas fazendo-lhes os concertos que precisarem, e ainda mesmo todos outras que forem precisos para ellas andarem, e de comos se obrigou assinou”.

Cancelas velhas por mil e quatrocentos reis cada, não eram baratas; mas, como o homem se obrigava a concertar as que precisassem de conserto, velava por elas e ainda se comprometia a pôr "outoins" que fossem necessárias, vamos lá, sempre ficava a coisa mais em conta.
Outoins eram as pedras laterais em que as cancelas se apoiavam, incluindo a pedra furada que servia de couceira.

E ainda houve mais, o escrivão Vaz Touro conta assim:
E mais determinarão, que se não passasse mandados pelo que respeita acrescento de ordenado de officiais, sem com efeito apresentarem Provizão de seus acrescentos”. Faziam bem. Com acrescentos de ordenados toda a cautela era pouca.

PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais
O que acabaram de ler é uma transcrição fiel do
 que foi publicado na época.  
O Albicastrense

sexta-feira, maio 12, 2017

RECORDAR O VELHO PARQUE DA CIDADE

PALAVRA AOS VISITANTES
                           
 Tinha colocado aqui um pequeno texto sobre
este quadro, resolvi apaga-lo para
 que sejam os visitantes deste
blogue, (se o desejarem), a
falar sobre o seu
significado.

O Albicastrense

segunda-feira, maio 08, 2017

SOLO DE "HABITAT" DE VILAS RUIVAS

Muitas são as ocasiões que ao remexer nas gavetas dos móveis de minha casa, me surgem autênticas pérolas fotográficas.
A pérola que ilustra este poste, foi captada por mim na década de oitenta, imagem que me deixou de lágrima nos olhas, por me evocar tempos muito bons.
A imagem mostra-nos o Solo  de “HABITAT” de Vilas Ruivas, que em tempos esteve montado no rés-do-chão do museu Francisco Tavares Proença Júnior.  
Solo, montado pelo Dr. Luís Raposo, com a colaboração dos trabalhadores do museu (entre ao quais eu), e que nos obrigaram a desmontar, quando da “aniquilação” do nosso museu.
Este solo está atualmente montado em Vila Velha de Ródão. E por aqui me fico sobre este assunto, pois já aqui falei várias vezes sobre este tristissimo caso.                          
                                               O Albicastrense

quarta-feira, maio 03, 2017

A TERRA ALBICASTRENSE

 ATRAVÉS DOS TEMPOS

As imagens colocadas neste poste, mostram um local bem conhecido e querido dos albicastrenses, imagens que poderão levar muitos dos que visitam este blogue a pensar: “Será que é o mesmo local?”
A primeira imagem é da década de 50 do passado século, a segunda, foi captada hoje por mim (3/5/17). Confesso que perante estas duas imagens dou comigo a coçar a cabeça e a perguntar a mim próprio.
Como foi possível tratar tão mal este lugar ao longo dos tempos?
Não querendo produzir opinião sobre a transformação ocorrida ao longo dos tempos, não posso deixar de perguntar a quem me visita, o seguinte. 
A requalificação  foi para melhor, ou para pior?
O Albicastrense

A RUA DA MINHA ESCOLA – (IX)

(ESCOLA DO BONFIM)                               O que sabemos nós da rua da nossa escola primária?    (Rua do Bonfim)         ...